quarta-feira, 10 de abril de 2019

RECUPERAÇÃO 1º BI TERCEIROS 2019 KOPKE

Recuperação 1º bimestre /2019 para os terceiros do KOPKE

REINOS MONERA, PROTOCTISTA E FUNGI

Consulta ao livro didático volume 2 Azul/ internet se desejar.

INFORMAÇÕES

  • Responder em papel almaço preferencialmente.A CAPA deve conter todos os dados de indentificação da escola e aluno,
  • Imprescindível especificar o título ou tema na capa bem visível.
  • Toda recuperação é individual e textos manuscritos com caneta azul ou preta.
PÚBLICO: Alunos que perderam as aulas por falta ou  tenham interesse em recuperar a nota por não realizar as tarefas diárias.

QUESTÕES DISCURSIVAS

1. Utilizando o sistema de classificação taxonômica,relacione a classificação do cão doméstico pág 11.
2. Para que servem os cladogramas,dê um exemplo dos grupos das plantas. pag 15
3. Cite de duas a três características presente nos reinos MONERA, PROTOCTISTA,FUNGI, PLANTAE E ANIMALIA e um exemplo de seres vivos em cada grupo.pág 16 e 17
4. O que são vírus? como são formados e por que são considerados parasitas obrigatórios?pág 17
5.Sobre a nutrição das bactérias, dê 2 características e  exemplos  de bactérias autótrofas e e hetrótrofas. pág 24 e 25
6.Explique a reprodução das bactérias por cissiparidade, conjugação e esporos. pág 25
7 . CAPÍTULO 3- DO REINO PROTOCTISTA. Identifique os tipos de algas e consequências  de sua proliferação .A maré vermelha trazem  consequências por EUTROFIZAÇÃO, quais são elas?pág 29
8. Ilustre o protozoário Paramécio e sua estruturas, responda como eles se reproduzem na pág 32.
9. O REINO FUNGI CAP 4.são classificados em ZIGOMICETOS, BASIDIOMICETOS E ASCOMICETOS. Dê exemplos destes tipos de fungos e identifique-os, descreva 2 aspectos da morfologia em cada grupo,na pág 39,40 e 41
10.O que são líquens? Por que são chamados pioneiros? pag 41.


sábado, 9 de fevereiro de 2019

Tragédia em Brumadinho


Uma semana após tragédia em Brumadinho, consequências ainda são incalculáveis.

Prisões, multas, indenizações e descomissionamento de barragens foram anunciadas, mas medidas não reparam traumas e danos causados pelo desastre socioambiental. Mortes confirmadas chegam a 110 e área atingida pela lama é de 270 hectares.
Sexta-feira, 1 Fevereiro Por Gabriel de Sá
Uma semana após a tragédia socioambiental que atingiu Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, o pesadelo causado pelo rompimento da Barragem um da Mina do Córrego do Feijão, operada pela Vale, parece estar longe do fim. Pelo menos 110 pessoas foram mortas e cerca de 240 continuam desaparecidas após serem atingidas pelo mar de lama composta de rejeito de minérios.
Diante da quantidade de desaparecidos, formada por membros da comunidade local e funcionários da Vale, o número de vítimas fatais deve aumentar ainda mais nos próximos dias.
O impacto ambiental do rompimento de sexta-feira (25/01) ainda é imensurável, mas, segundo informou em nota o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), os 12 milhões de m³ de lama vazados da barragem destruíram cerca de 270 hectares e inviabilizaram o consumo de água do Rio Paraopeba. “Os rejeitos devastaram 133,27 hectares de vegetação nativa de Mata Atlântica e 70,65 hectares de Áreas de Proteção Permanente (APP) ao longo de cursos d'água afetados pelos rejeitos de mineração”, diz a nota.

Mapa mostra a área (em rosa) de 270 hectares atingida pelos 12 milhões de m³ de lama vazados da barragem em Brumadinho.

Nos últimos dias, foram tomadas medidas como a detenção de funcionários da empresa, multas ambientais, avisa de indenizações às famílias das vítimas e o anúncio de que as barragens de rejeitos de minério do tipo que se rompeu serão descomissionadas, mas legistas e ambientalistas ouvidos pela National Geographic acreditam que, diante da incalculável tragédia socioambiental, será difícil amenizar o trauma e os danos causados pelo desastre.
 “O dano ambiental é irreparável e irreversível”, avalia o professor de Direito Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) Mamede Said Filho. “Não se pode restaurar por completo um ecossistema afetado, sem falar nas vidas que foram perdidas”, observa. Para o professor, medidas preventivas têm de estar na base dos empreendimentos do setor de mineração, pois, uma vez que desastres assim ocorrem, é impossível reparar os transtornos humanos e ambientais decorrentes deles.
“Como refazer aquilo que a natureza levou milhares de anos para arquitetar?”, questiona Filho, que diz não ter a resposta, mas acha imprescindível que a Vale e o governo trabalhem arduamente para tentar reparar os ecossistemas atingidos pelos rejeitos. “No caso de Brumadinho, isso vai levar décadas, mas é fundamental que essa recomposição in natura seja feita”. VER GALERIA
A tragédia de Brumadinho ocorre pouco mais de três anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). Naquela ocasião, o vazamento da lama tóxica matou 19 pessoas, deixou milhares de desabrigados, destruiu comunidades e atingiu o Rio Doce, percorrendo 650 km entre Minas Gerais e Espírito Santo até desaguar no mar. A barragem era de propriedade da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton. Ninguém foi preso por conta do desastre. 
Histórico de pagamento de multas é preocupante
O IBAMA informou, também por meio de nota, que multou a Vale em R$ 250 milhões — cinco autos de infração no valor de R$ 50 milhões cada. Segundo o órgão, autos foram aplicados com base em artigos do Decreto 6514/2018 e referem-se a: (1) poluição que pode resultar em danos à saúde humana, (2) tornar a área imprópria para a ocupação humana, (3) poluição hídrica que possa interromper o abastecimento de água, (4) morte de espécimes a biodiversidade e (5) lançar rejeitos de mineração em recursos hídricos. Ainda segundo o IBAMA, R$ 50 milhões é o valor máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais.
O valor das multas, contudo, é controverso. “Parece-me ínfimo, diante de todo o prejuízo ambiental e das vidas perdidas”, diz Leonardo Ivo, diretor da Associação dos Observadores do Meio Ambiente de Minas Gerais, responsável pelo observatório Lei. A. “Não me parece um valor adequado e não houve sequer tempo de calcular prejuízo”, completa o ambientalista.
Para Mamede Said Filho, é muito difícil mensurar qual deve ser o ressarcimento pelos danos ambientais, patrimoniais e morais em um caso como esse. “As pessoas nasceram naquelas terras, cresceram e tiravam seu sustento dali — como calcular um valor para ressarcir tamanha perda?”, indaga-o.
A razão das críticas toma por base, também, as multas recebidas pela Samarco após o desastre de Mariana. Reportagem da Folha de S. Paulo mostra que, mais de três anos após o rompimento da barragem de Fundão, menos de 6% das multas ambientais foram pagas pela empresa. A Folha apurou que a Samarco foi multada 56 vezes pelo IBAMA e pela Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais (Semad), no valor de R$ 610 milhões, dos quais apenas 5,6% foram quitados, referentes a uma parte de uma única multa da Semad.
Em nota, o IBAMA informou que os autos de infração lavrados contra a Samarco após o rompimento em Mariana totalizam R$ 350,7 milhões, instaurados por 25 processos, além de 73 notificações que visam à adoção de medidas de regularização e correção de conduta. Contudo, a Samarco teria recorrido de todos os processos. “A Samarco apresentou recursos contra todos os autos de infração lavrados pelo IBAMA. Apesar de os autos terem sido confirmados, a Samarco insiste em recorrer das decisões administrativas, buscando afastar sua responsabilidade pelo desastre. Nenhuma das multas ambientais foi paga até o momento”, diz o IBAMA na nota. 

Outra reportagem da Folha de S. Paulo registra ainda que, sem contar com as tragédias de Brumadinho e Mariana, a Vale acumula ações ambientais não pagas no valor de R$ 8 bilhões. Diante disso, é compreensível que o pagamento das multas pela tragédia de Brumadinho cause desconfiança. “Pode aplicar o valor que for a multas, isso não vão ser recolhido. É brincadeira”, analisa José Cláudio Junqueira, professor de avaliação de impacto ambiental da Escola Superior Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte. “A multa é muito pequena para o porte dessas empresas, e é inadmissível que elas fiquem recorrendo, em vez que reconhecer o tamanho do desastre que causaram”, avalia Mamede Said Filho.
Funcionários foram detidos
Na terça (29/01), foram presos em Minas Gerais e São Paulo três engenheiros e dois funcionários da Vale que atestaram a segurança da barragem de Brumadinho. Os engenheiros pertencem à empresa TÜV SÜD Brasil, que presta serviço para a mineradora. Segundo noticiou o G1, investigadores do Ministério Públicos apuram se os documentos técnicos que atestam a segurança da barragem podem ter sido fraudados. José Cláudio Junqueira considera as prisões um “bom exemplo”, mas acredita que é necessário apurar mais a fundo quem são os responsáveis pelo rompimento para puni-los rigorosamente.
“O dano ambiental é irreparável e irreversível. Como refazer aquilo que a natureza levou milhares de anos para arquitetar?”
POR MAMEDE SAID FILHO- PROFESSOR DE DIREITO AMBIENTAL DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
A Vale também anunciou à imprensa que irá oferecer uma de doação de R$ 100 mil para cada uma das famílias das vítimas fatais e não localizadas, “independentemente de serem ou não empregados da Vale”. Segundo a empresa, as doações não se referem às indenizações que virão posteriormente, que serão acordadas com as autoridades.
Em termos comparativos, José Cláudio Junqueira acompanha o caso das vítimas de Mariana e diz que até hoje as famílias não foram indenizadas pelas perdas, e diz não acreditar que o pagamento ocorra nos próximos anos. Em maio de 2018, reportagem da National Geographic mostrou a situação dos sobreviventes do desastre de Mariana e a insatisfação de parte deles com a falta de resolução das questões fundamentais relativas à tragédia.
Na mesma reportagem, a Fundação Renova entidade criada para tratar da reparação e da compensação dos problemas sociais e ambientais decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, informou que cerca de 20 mil pessoas estavam sendo assistidas pelos auxílios financeiros da entidade e que R$ 3,6 bilhões haviam sido destinados para as ações.

Mineração responsável 

A barragem rompida da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, utilizava um método chamado de alteamento a montante, o mesmo da Barragem de Fundão, em Mariana. Neste processo, a empresa utiliza os próprios rejeitos para erguer o barramento para cima, em degraus. Especialistas disseram à National Geographic que essa tecnologia deveria ser banida do setor de mineração no Brasil.
“O tratamento dos rejeitos deve ser feito a seco, com o aproveitamento dos resíduos. A gente precisa da mineração, mas da mineração responsável.”
Essa técnica é ultrapassada e obsoleta, empregada apenas em países em desenvolvimento. Ela não é segura para a população, mas é a mais barata. Como as empresas visam ao lucro, elas acabam dominando, a despeito do alto risco para a população e o meio ambiente”, opinou a antropóloga Andréa Zhouri, coordenadora do Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (Gesta/UFMG), em reportagem publicada em 28/01.
Em nota enviada à imprensa na terça (29/01), a Vale anunciou o descomissionamento de todas as barragens da empresa que utilizam o método de alteamento a montante. Segundo o texto, a empresa possui dez barragens deste tipo, sendo que, segundo a empresa, todas estão inativas. O custo da mudança está avaliado em R$ 5 bilhões e o descomissionamento ocorrerá ao longo dos próximos três anos.
José Cláudio Junqueira explica que o descomissionamento de uma barragem é o processo no qual a estrutura é restabelecida no território, tal qual se faz, por exemplo, com um aterro sanitário. Junqueira explica que o processo é extremamente complexo e deve contar com uma série de estudos ambientais, estudos de impacto, consultas públicas e discussão com a população e órgãos ambientais. “O que vai ser feitos com essas áreas? Para onde vão os rejeitos?”, observa o professor, mencionando que existem barragens de rejeitos de até 300 milhões de m² em Minas Gerais. O exemplo de comparação, a de Brumadinho tinha 12 milhões de m².
Para José Cláudio Junqueira, também ex-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas Gerais (Feam), não se pode mais admitir o tratamento de rejeitos de minério a úmido. “Daqui para frente, não se constrói nem se amplia mais barragens desse tipo”, torce ele. “O próximo passo é ter um melhor um acompanhamento e descomissionar as que já existem: cerca de 400 em Minas Gerais”, contabiliza.
Ao olhar para o futuro, Leonardo Ivo pondera que, primeiramente, as barragens de rejeito têm de serem banidas, sobretudo as que utilizam o método de alteamento a montante.  “O tratamento dos rejeitos deve ser feito a seco, com o aproveitamento dos resíduos”, opina. Além disso, é impensável, para ele, que comunidades estejam instaladas abaixo das barragens, correndo o risco de serem atingidas. “A gente precisa da mineração, mas da mineração responsável”.

https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente



Desastre em Brumadinho traz risco de possíveis doenças


Contaminações em Brumadinho podem ocorrer por contato direto, consumo de água e até pelo ar, expondo moradores a série de enfermidades

Potencialmente rico em metais pesados perigosos à saúde, o mar de lama proveniente do rompimento de uma barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro, já começa a oferecer riscos à saúde dos moradores na região.
Rejeitos de mineração são resultado do processo de separar o minério de ferro bruto de impurezas sem valor. É essa sobra que contém restos de minério, sílica e derivados de amônia.
A Vale afirma que a lama não é tóxica. Mas especialistas garantem que há danos ambientais graves, como a contaminação do solo e da água por minério fino proveniente da sobra dos rejeitos.
A extensão do impacto ainda é difícil de ser medida. As primeiras medições, feitas no último domingo (03/05) pela Fundação SOS Mata Atlântica, surpreenderam:  desde o “marco zero” da tragédia, em Brumadinho, até a hidrelétrica de Três Marias, em Felixlândia, o rio Paraopeba pode ser considerado morto.
“Mesmo os que não tiveram contato com a lama poderão se contaminar por meio do consumo de água que esteve em contato com a lama e, ainda, pela inalação da poeira gerada pela grande área exposta com essa lama”, adverte Claudia Carvalhinho Windmoller, química da Universidade Federal de Minas Gerais que coordenou uma das primeiras pesquisas sobre a contaminação o desastre de Mariana.
A composição dos rejeitos ainda não foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que estuda amostras do rejeito vazado. Mas, segundo Windmoller, a lama de Brumadinho deve ser semelhante à que inundou o distrito de Bento Rodrigues em 2015.
“Estamos falando de uma lama possivelmente fonte de metais como ferro, alumínio e manganês em quantidades muito grandes, além de metais mais tóxicos, em menor quantidade, como cromo, chumbo, arsênio e níquel”, explica a química.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais orientou a população a não consumir alimentos que tiveram contato com a lama, nem mesmo os que estavam embalados e enlatados, e não ingerir água ou comer peixes do rio Paraopeba, assim como não nadar ou pescar no rio.
O texto também esclarece que quem apresentar sintomas como vômitos, coceira, tontura e diarreia após entrar em contato com a lama ou com alimentos contaminados deve procurar uma unidade de saúde imediatamente.
“É preciso lembrar também que os animais da região possivelmente foram contaminados e ajudarão que as doenças se espalhem para a população”, completa Windmoller.
A Fundação Oswaldo Cruz diz haver a possibilidade imediata, em Brumadinho, de surtos de doenças infecciosas, como dengue, febre amarela e esquistossomose, assim como mudanças no bioma e agravamento de problemas crônicos de saúde, como hipertensão, diabetes e doenças mentais, como depressão e ansiedade.
PRIMEIRAS MEDIÇÕES CONSTATARAM MORTE DE 120 KM DO RIO PARAOPEBA


Possíveis enfermidades
Se confirmadas as semelhanças entre os rejeitos das barragens de Fundão e do Córrego do Feijão, Windmoller diz já ser possível prever as doenças que devem acometer a região de Brumadinho, uma vez que existem muitos estudos sobre os atingidos em Mariana.
Com base nesse e outros estudos que vêm sendo desenvolvidos desde 2016, espera-se, para este momento, riscos de doenças de pele, infecções, febre amarela, dengue e leishmaniose.
O maior risco à saúde da população de Brumadinho, contudo, poderá não ser percebido agora, mas com o tempo: a exposição prolongada a metais pesados leva a uma acumulação desses elementos no organismo dos seres vivos.
“A ingestão contínua de água ou alimentos contaminados com os metais pesados, assim como a irrigação do solo com água do rio Paraopeba, levará a uma exposição prolongada, o que provocará várias doenças, entre elas neurológicas e câncer”, adverte Windmoller. “O mesmo pode acontecer no caso da inalação da poeira por tempos prolongados.”
Contaminações por metais pesados podem levar ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de pele e o pulmonar. O arsênio, por exemplo, é capaz de atingir os sistemas respiratório, cardiovascular e nervoso, levando ao desenvolvimento de tosse crônica e até insuficiência pulmonar.
O chumbo pode afetar funções da memória e do aprendizado, ocasionando tremor muscular, alucinações e perda da capacidade de concentração. Já o mercúrio se acumula, principalmente, nos sistemas digestivo e reprodutor, levando a perdas das funções nesses sistemas.
Sobre doenças autoimunes, a contaminação por metais pesados pode estar relacionada com a esclerose múltipla. No que diz respeito a doenças neurológicas, a ingestão prolongada por alumínio, por exemplo, pode levar ao desenvolvimento de Alzheimer.
Em 2016, o Instituto Saúde e Sustentabilidade realizou uma pesquisa chamada “Avaliação dos riscos em saúde da população afetada pelo desastre de Mariana”.
Resultados mostraram que 60% das crianças de até 13 anos da região atingida pela barragem de Fundão, da Samarco, apresentavam alergias de pele e doenças respiratórias. Entre os adultos, os problemas respiratórios foram relatados em 40% dos entrevistados.
Também foram registrados transtornos mentais e comportamentais (11%), doenças infecciosas (6,8%) e doenças de olho (6,3%). Entre os sintomas relatados, os mais comuns foram ansiedade e dor de cabeça.
Segundo um relatório do Ibama de 2015, as áreas afetadas pelo desastre de Mariana estavam mais propensas à reprodução de vetores de doenças como dengue, chikungunya, zika vírus, esquistossomose, chagas, leishmaniose e problemas com animais peçonhentos.
De fato, dois meses após o rompimento da barragem, localidades próximas apresentaram surtos de dengue. No distrito de Barra Longa, a 60 quilômetros do local do acidente, casos de dengue aumentaram em 3.000% um ano e meio após o desastre em Mariana.

Desde 2017, o governo federal passou a admitir que o rompimento da barragem da Samarco em 2015 pode ter relação com o surto de febre amarela vivido pelo sudeste brasileiro entre 2016 e 2018, que deixou pelo menos 650 mortos no período.
A barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, rompeu em pleno verão, época de maior risco de transmissão de febre amarela, chikungunya, zika vírus e dengue.
“Minha maior preocupação em Brumadinho, no que diz respeito às doenças infecciosas, é com a dengue, principalmente nesse período do ano, com as chuvas. A água não pode se acumular e ficar parada ali, em garrafas, tampinhas, demais lixo e casas abandonadas. A situação se agrava porque não terá como fazermos a profilaxia da dengue – a que fazemos nos quintais das casas – naquela lama contaminada”, comenta o vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Imunizações, em Minas Gerais, José Geraldo Leite Ribeiro.
Na tentativa de minimizar os efeitos a longo prazo, será preciso retirar os rejeitos vazados na região para evitar a exposição continuada, seja pela contaminação do solo, das águas ou por meio na inalação da poeira, afirma, por sua vez, Windmoller.
“As autoridades devem cobrar dos responsáveis pelo desastre a retirada da lama, pelo menos de locais estratégicos que podem impactar mais a saúde humana e o meio ambiente”, apela a professora da UFMG.
Segundo ela, outra medida essencial, tanto para a população quanto para o meio ambiente, é a realização de monitoramentos periódicos.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

DST Prevenção


Doença sexualmente transmissível: o que fazer se você foi infectado por uma


Noah, um rapaz britânico de 19 anos, não acreditou quando foi diagnosticado com uma doença sexualmente transmissível.

"Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer comigo", disse ele à BBC. "Não sabia o que fazer."

Mas essas infecções - causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos - são muito mais comuns do que Noah imagina.

144 mil casos de clamídia ou gonorreia entre pessoas de 15 a 24 anos.

Isso equivale a quase 400 diagnósticos por dia, ou um a cada quatro minutos.

No Brasil, não há dados nacionais sobre casos de clamídia ou gonorreia, uma vez que não são de notificação compulsória. O mesmo se aplica ao HPV (Papilomavírus Humano), mas estima-se que esta seja a infecção sexualmente transmissível mais frequente na população.

No caso do HIV, vírus causador da Aids, o número de novos casos anuais no país subiu quase 140% entre 2007 e 2017: de 6.862 a 16.371.

Procure um médico
Peter Greenhouse, consultor de saúde sexual, recomenda que diante de qualquer sintoma suspeito - como feridas, corrimentos ou verrugas anogenitais - a pessoa procure um médico o mais rápido possível, a fim de fazer uma avaliação e iniciar o tratamento.

Muita gente se sente constrangida com a ideia de ter que falar sobre o assunto, mas não há motivo para ficar nervoso.

Ao receber o diagnóstico, é importante avisar seus parceiros anteriores
Você pode ir até uma clínica especializada ou marcar uma consulta com seu médico de confiança.

Os profissionais de saúde são treinados para te ouvir e ajudar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento e tratamento gratuitos.

Avise seu parceiro
O próximo passo é entrar em contato com seu parceiro - e ex-parceiros - para deixá-los a par da situação.

Pode ser um pouco embaraçoso, mas é importante avisar a eles que podem estar infectados.

Assim, eles também podem iniciar o tratamento, interrompendo a cadeia de transmissão da infecção.

A maioria das infecções sexualmente transmissíveis pode ser curada com um simples tratamento a base de antibióticos e pomadas genitais.

Mas é importante não ter relações sexuais até completar o ciclo de antibióticos.

Qual é a melhor maneira de alertar seus ex-parceiros?
Em primeiro lugar, não entre em pânico.

Você mesmo pode contar a eles. Algumas pessoas preferem, inclusive, falar pessoalmente.

Em alguns países, os médicos podem se oferecer para dar esse telefonema por você. Algumas clínicas disponibilizam, inclusive, um serviço de mensagem de texto anônima para avisar à pessoa que um ex-parceiro foi diagnosticado com uma doença sexualmente transmissível e informar que ela deve fazer o exame.

Seja como for, o importante é alertar os ex-parceiros para que possam dar início ao tratamento e impedir assim que a infecção continue se propagando.

Doença sexualmente transmissível: o que fazer se você foi infectado por uma
Noah, um rapaz britânico de 19 anos, não acreditou quando foi diagnosticado com uma doença sexualmente transmissível.

"Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer comigo", disse ele à BBC. "Não sabia o que fazer."

Mas essas infecções - causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos - são muito mais comuns do que Noah imagina.

5 mitos sobre o sexo oral relacionados com doenças sexualmente transmissíveis
Como se proteger das doenças sexualmente transmissíveis em alta no Brasil
De acordo com o Departamento de Saúde Pública da Inglaterra, foram registrados no ano passado 144 mil casos de clamídia ou gonorreia entre pessoas de 15 a 24 anos.

Isso equivale a quase 400 diagnósticos por dia, ou um a cada quatro minutos.

Talvez também te interesse
Mesmo sem lei, Escola sem Partido se espalha pelo país e já afeta rotina nas salas de aula
'Meu filho matou a irmã a sangue frio aos 13 anos': como é ser mãe de um sociopata
'Descobri a doença ao brincar com meu filho': o desconhecido universo dos homens com câncer de mama
Quem são e o que buscam os Socialistas Democráticos, o fenômeno que empurra os EUA para a esquerda
No Brasil, não há dados nacionais sobre casos de clamídia ou gonorreia, uma vez que não são de notificação compulsória. O mesmo se aplica ao HPV (Papilomavírus Humano), mas estima-se que esta seja a infecção sexualmente transmissível mais frequente na população.

No caso do HIV, vírus causador da Aids, o número de novos casos anuais no país subiu quase 140% entre 2007 e 2017: de 6.862 a 16.371.

Procure um médico
Peter Greenhouse, consultor de saúde sexual, recomenda que diante de qualquer sintoma suspeito - como feridas, corrimentos ou verrugas anogenitais - a pessoa procure um médico o mais rápido possível, a fim de fazer uma avaliação e iniciar o tratamento.

Muita gente se sente constrangida com a ideia de ter que falar sobre o assunto, mas não há motivo para ficar nervoso.

Direito de imagemGETTY IMAGES
Image caption
Ao receber o diagnóstico, é importante avisar seus parceiros anteriores
Você pode ir até uma clínica especializada ou marcar uma consulta com seu médico de confiança.

Os profissionais de saúde são treinados para te ouvir e ajudar.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento e tratamento gratuitos.

Avise seu parceiro
O próximo passo é entrar em contato com seu parceiro - e ex-parceiros - para deixá-los a par da situação.

Pode ser um pouco embaraçoso, mas é importante avisar a eles que podem estar infectados.

Assim, eles também podem iniciar o tratamento, interrompendo a cadeia de transmissão da infecção.

A maioria das infecções sexualmente transmissíveis pode ser curada com um simples tratamento a base de antibióticos e pomadas genitais.

Mas é importante não ter relações sexuais até completar o ciclo de antibióticos.

Qual é a melhor maneira de alertar seus ex-parceiros?
Em primeiro lugar, não entre em pânico.

Você mesmo pode contar a eles. Algumas pessoas preferem, inclusive, falar pessoalmente.

Em alguns países, os médicos podem se oferecer para dar esse telefonema por você. Algumas clínicas disponibilizam, inclusive, um serviço de mensagem de texto anônima para avisar à pessoa que um ex-parceiro foi diagnosticado com uma doença sexualmente transmissível e informar que ela deve fazer o exame.

Seja como for, o importante é alertar os ex-parceiros para que possam dar início ao tratamento e impedir assim que a infecção continue se propagando.
Fonte:



  



Consumo inadequado de vitaminas causa doenças


As vitaminas são substâncias essenciais para o bom funcionamento do organismo. Apesar disso, o consumo ideal desses micronutrientes é até pequeno se comparado à necessidade de ingestão de proteínas e carboidratos. Elas têm três funções principais para o corpo, como explica a nutricionista e pesquisadora Aline Quissak.

— Servem para completar a metabolização do carboidrato, da proteína e da gordura como forma de gerar energia; têm ação antioxidante e protegem o DNA contra danos, prevenindo doenças e envelhecimento precoce; além de exercerem funções específicas, como participação importante e essencial na manutenção e na regeneração dos tecidos, na formação de colágeno, na cicatrização, na desintoxicação do fígado, na visão e na contração do coração, entre outros benefícios para a saúde.


As vitaminas são separadas em dois grupos: as lipossolúveis (que são absorvidas na presença de gordura) representadas pelas vitaminas A, D, E e K; e as hidrossolúveis (que são absorvidas em água), como as vitaminas C e as vitaminas do complexo B.

— O excesso de vitaminas hidrossolúveis é eliminado pela urina e, por isso, elas devem ser ingeridas com maior regularidade. Já as lipossolúveis ficam armazenadas em nosso tecido adiposo, não sendo necessário seu consumo diário — comentou Luna Azevedo, nutricionista da clínica Nutrindo Ideais.

A carência desses micronutrientes (hipovitaminose) em quantidade ideal pode provocar doenças: beribéri, lesões no sistema nervoso, anemia, problemas de pele e sangramento na gengiva, além de distúrbios nervosos e neuromusculares.

Funções e onde encontrar

Hidrossolúveis

B1 (tiamina): ajuda na oxidação dos carboidratos; estimula o apetite; mantém o tônus muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso. Fonte: cereais integrais, feijão, fígado, gema de ovo, pinhão

B2 (riboflavina): vitamina essencial à respiração celular; mantém saudável a cor da pele e atua na coordenação motora. Fonte: vegetais como couve, repolho e espinafre, carnes magras, ovos, fígado, leite e cereais integrais

B3 (niacina ou ácido nicotínico): essa vitamina mantém o tônus muscular e nervoso, além do bom funcionamento do sistema digestório. Fonte: levedo de cerveja, peixe, feijão, ovos, fígado, leite, carnes magras, café, amendoim, pinhão e cereais integrais

B5 (ácido pantotênico): é um dos componentes da coenzima A, que participa de processos energéticos das células. Fonte: pode ser encontrada na carne, leite e derivados, verduras e cereais integrais

B6 (piridoxina): mantém a pele saudável e auxilia na oxidação dos alimentos. Fonte: Essa vitamina pode ser encontrada no levedo de cerveja, fígado, carnes magras, leite e cereais integrais

B8 (biotina): essa vitamina atua como coenzima em processos energéticos das células, na produção de ácidos graxos e bases nitrogenadas púricas. Fonte: é encontrada em alimentos como carnes, legumes e verduras.

B9 (ácido fólico): extremamente importante na síntese de bases nitrogenadas, renovação das células do corpo e síntese de DNA. É recomendada por médicos nos primeiros meses de gravidez. Fonte: vegetais verdes, feijão, fígado, frutas e cereais integrais.

B12 (cianocobalamina): importante para o amadurecimento das hemácias e na síntese dos nucleotídeos. Fonte: carne, ovos, leite e derivados e frutos do mar.

C (ácido ascórbico): atua na imunidade, na cicatrização, formação de colágeno e coagulação sanguínea. Fonte: cítricos como acerola, laranja, camu-camu, limão, morango, e vegetais como brócolis, pimentão

Lipossolúveis

A (retinol): é chamada de retinol porque compõe uma substância presente na retina. É importante na manutenção dos tecidos epiteliais. Fonte: É encontrada em vegetais amarelos ou alaranjados, verduras com folhas verde-escuras, pêssego, nectarina, abricó, gema de ovo, manteiga e fígado.

D (calciferol): auxilia na absorção de nutrientes pelo intestino e no depósito de sais de cálcio e fósforo nos ossos. Fonte: fígado, gema de ovo, óleo de fígado de bacalhau, leite, atum, sardinha sob a forma de ergocalciferol e colecalciferol, precursores que se transformam em vitamina D quando expostos a raios ultravioletas da radiação solar

Vitamina E (tocoferol): previne o aborto, atua no sistema n





quinta-feira, 18 de outubro de 2018

VACAS TRANSGÊNICAS EM INTERESSES TERAPÊUTICOS

Brasil entra na era do boi transgênico 

Proteínas para hemofilia

Um projeto importante na transgenia começou em 2000, sob a coordenação da pesquisadora Sharon Lisauskas, de 36 anos, que trabalhou na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), em Brasília, e hoje está na área de pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação. 

“O projeto objetiva expressar a molécula do fator IX no leite do animal com o objetivo de ajudar o ser humano que sofre de hemofilia tipo B e cujo organismo tem deficiência desse fator”, explica. Esse leite será purificado e dele retirada a fração da proteína. Essa experiência gênica já deu resultado positivo no leite de fêmeas de camundongo em um trabalho anterior, ou seja, o fator IX estava presente no leite dos espécimes transgênicos. “Quando purificado do leite e submetido a testes in vitro com o plasma de pacientes hemofílicos do Hospital de Apoio de Brasília, verificou-se a atividade do fator IX”, diz a pesquisadora. 

Os embriões modificados geneticamente com a introdução da chamada linhagem celular estão no laboratório da In Vitro Brasil, em Mogi Mirim (SP), onde serão introduzidos em vacas leiteiras. “Esse bezerro deve nascer no final deste ano”, prevê José Henrique Pontes, médico-veterinário e sócio da empresa. 
Mas, depois do nascimento do bezerro, serão necessários ainda muitos anos de testes para que o medicamento seja aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,ERT335186-18282,00.html

Vacas transgênicas produzem “leite humano”: é saudável?

Os estudos da transgenia dão um passo além da clonagem – tecnologia já utilizada no Brasil – e podem ser divididos em duas vertentes, explica Camargo. “A maior parte das experiências objetiva a produção de proteínas recombinantes (célula com nova combinação genética, não herdada dos pais) que possam ser usadas no tratamento de doenças como diabetes e hemofilia. Um exemplo de proteína recombinante é a insulina.”
“Por meio da introdução de genes específicos, é possível criar uma vaca capaz de produzir insulina no leite.Depois de extraída, a proteína poderá ser usada no controle de diabetes”, explica o pesquisador. Além disso,por meio de vacas transgênicas, a ciência será capaz de produzir leite sem lactose para pessoas alérgicas.
A transgenia pode ser ainda utilizada para melhorar a saúde do gado, tornando-o mais resistente às
enfermidades, por exemplo. Ou então fazê-lo ganhar peso mais rapidamente, no caso do boi de corte.
“Vamos fazer animais resistentes ao carrapato e à mastite, que infernizam as fazendas, reduzindo os custos de produção”, diz Camargo. Para o consumidor, além de novos medicamentos, o emprego da biotecnologia poderá trazer vantagens gastronômicas a partir da geração de animais com carne macia e saborosa.
A tecnologia é largamente utilizada na agricultura brasileira, principalmente nas lavouras de milho, soja e algodão. O país já desenvolveu também o feijão transgênico, modificando geneticamente plantas da família da leguminosa. Em mamíferos, a Universidade Estadual do Ceará produziu dois cabritos, Tinho e Camila. “A transgenia cria um organismo genético em laboratório que pode possuir genes de outras espécies em seu genoma”, diz Camargo. Em alguns países, a técnica está mais avançada. “A China criou ovelhas que produzem gordura boa para o coração. A Argentina desenvolveu uma vaca que dá leite similar ao do ser humano. A Nova Zelândia já conseguiu até clonar uma vaca transgênica no ano passado”, diz. “O Brasil está chegando lá”, diz Camargo.
Camargo informa que os estudos com a transgenia na Embrapa foram iniciados há dez anos. No caso dos dois bezerrinhos que nasceram, os embriões tiveram o código genético alterado com a incorporação de um gene de uma espécie de água-viva. Depois, os embriões foram transferidos do laboratório para um grupo de vacas da Embrapa.
“Modificamos o embrião e nele foi introduzido o que chamamos de ‘gene repórter’, cujo objetivo é levar o bezerro a expressar uma proteína fluorescente após ter nascido”, explica. Ele relata que o gene introduzido permite ao bezerro produzir bioluminescência de tom esverdeado, que poderá ser detectada no escuro usando-se um filtro de luz especial. Para Camargo, a bioluminescência abriu caminhos à ciência. É um processo biológico pelo qual animais como o vagalume e a água-viva emitem luz a partir de suas células.
Essa biotecnologia provocou revoluções na ciência, como na área da saúde.

18/10/2018 GLOBO RURAL - Notícias sobre agronegócios, agricultura, pecuária, meio ambiente e o mundo do campo 
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,ERT335186-18282,00.html 4/6



quarta-feira, 22 de agosto de 2018

AGROTÓXICOS


Entenda o que são os agrotóxicos e quais riscos representam

Saiba mais sobre a utilização desses produtos no Brasil e quais mudanças prevê o Projeto de Lei 6.299, conhecido como a PL do Veneno
BRASIL, CAMPEÃO MUNDIAL EM CONSUMO DE AGROTÓXICOS
Certamente esse não é um título que desejaríamos para o Brasil, não é mesmo? Mas infelizmente nosso consumo de agrotóxicos é bastante alto e as consequências ao meio ambiente e à nossa saúde são preocupantes – e muitas são ainda desconhecidas.


ANTES DE COMEÇARMOS, ALGUNS NÚMEROS SOBRE OS AGROTÓXICOS NO BRASIL
Segundo dossiê publicado pela ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva e realizado em conjunto com o Ministério da Saúde: 64% dos alimentos no Brasil são contaminados por agrotóxicos; 34.147 intoxicações por esses produtos foram notificadas no SUS entre 2007 e 2014; 288% foi o percentual de aumento do uso dos agrotóxicos no Brasil entre 2000 e 2012 e o faturamento da indústria de agrotóxicos no Brasil em 2014 foi de 12 bilhões de dólares.
Essa realidade nos coloca, desde 2008, na posição de maior mercado mundial de agrotóxicos.
Resultado de imagem para AGROTÓXICOS
Esses números não parecem bons, não é mesmo? Vamos entender melhor sobre o assunto.

https://foodsafetybrazil.org/o-que-estamos-comendo-consumo-de-agrotoxicos-pelo-brasileiro/


AGROTÓXICOS
Os agrotóxicos são produtos químicos que alteram a composição da flora e da fauna com o objetivo de evitar que doenças, insetos ou plantas daninhas prejudiquem as plantações.
Até aí, parece uma boa solução: um produto que evita a danificação de plantações. A grande polêmica, porém, em relação aos agrotóxicos se deve aos efeitos prejudiciais de sua utilização, representados por doenças, contaminações e claro, as consequências ainda desconhecidas que podem ser causadas por eles.
Além disso, a utilização de agrotóxicos gera a dependência de seu uso para a produção agrícola. Vamos entender todos esses aspectos ao longo deste texto!
OS AGROTÓXICOS E A REVOLUÇÃO VERDE
A utilização massiva dos agrotóxicos se iniciou na década de 60, na chamada Revolução Verde. Essa revolução foi um movimento pela modernização da agricultura, com a utilização de máquinas, agrotóxicos e sementes geneticamente modificadas, tudo isso com o intuito de aumentar a produtividade.
A partir desse momento, grande parte dos agricultores brasileiros passaram a utilizar esses produtos, inclusive pequenos agricultores.
Hoje há uma certa dependência por parte desses produtores, pois as sementes geneticamente modificadas são desenvolvidas para aceitar determinados agrotóxicos. Ou seja, ao adquirir essas sementes, os agricultores se vêem obrigados a comprar o agrotóxico associado.
A NATUREZA E A NOSSA SAÚDE EM RISCO
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, entender o comportamento dos agrotóxicos na natureza é complexo, já que a seu uso pode contaminar a água e o solo e seus componentes podem ser levados por meio da chuva e dos ventos, dificultando a avaliação dos seus efeitos.
Além disso, ao longo do percurso, o agrotóxico sofre processos químicos, biológicos e físicos, que podem alterar o seu comportamento.
Isso quer dizer que, se as propriedades desses produtos podem ser alteradas, as consequências e riscos desses novos subprodutos serão desconhecidas.
Os agricultores que trabalham com a aplicação desses produtos e a população que vive próximo às plantações se tornam as mais vulneráveis, pois estão em contato direto com os produtos. Mas esse risco não se restringe a eles, toda a população brasileira está exposta à contaminação quando consome esses alimentos.
Um exemplo de contaminação foi retratado em um estudo da Universidade Federal do Mato Grosso que verificou a contaminação por agrotóxicos do leite materno de mães que moravam em áreas urbanas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, compilados no Dossiê da ABRASCO, as principais doenças relacionadas à intoxicação por agrotóxicos são: arritmias cardíacas, lesões renais, câncer, alergias respiratórias, doença de Parkinson, fibrose pulmonar, entre outras.
Por meio do Programa de Análise de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), a ANVISA identificou os produtos que apresentavam os maiores níveis de contaminação em 2009, são eles: pimentão, morango, uva, cenoura, alface, tomate, mamão e laranja.
AGROTÓXICOS NO BRASIL
Segundo a ANVISA, um terço dos alimentos consumidos diariamente por nós, brasileiros, estão contaminados e dentre esses alimentos contaminados, 28% apresentam componentes não autorizados ou em quantidade que excede o limite autorizado.
O Brasil possui uma lei que regulamenta a utilização de agrotóxicos, chamada Lei de Agrotóxicos nº 7.802/1989. Essa lei é considerada bastante permissiva se comparada a leis de outros países, como a da União Europeia, por exemplo. Isso significa que, por aqui, a utilização desses produtos é muito maior e mais livre que nos países europeus.
Vamos entender isso com alguns dados:
No Brasil, segundo estudo realizado pela geógrafa Larissa Lombardi, temos 504 tipos de agrotóxico permitidos; desse total, 30% são agrotóxicos que já foram proibidos na Europa, pois seus riscos a saúde são comprovados.
Um deles é o acefato, que apresenta efeitos sobre o sistema endócrino, segundo a ANVISA. Além dos tipos de agrotóxicos, os países também podem determinar o nível máximo de contaminação da água por esses produtos.
No caso do Brasil, a contaminação da água por agrotóxicos pode ser 5 mil vezes maior do que o máximo permitido na Europa.
A utilização de agrotóxicos vai gerando cada vez mais uma dependência em relação a eles, pois como não são respeitados os processos naturais da produção de alimentos, a utilização desses produtos químicos vai diminuindo a fertilidade do solo.
Como consequência, o solo fica mais pobre em nutrientes e aumenta a necessidade de agrotóxicos e adubos químicos. Além disso, como já mencionamos anteriormente, quando a semente é geneticamente modificada, os agricultores ficam dependentes de defensivos específicos.
QUAL O POSICIONAMENTO DE ÓRGÃOS RELACIONADOS AO TEMA?
Segundo a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde, os agrotóxicos considerados muito perigosos já têm seu uso bastante restrito em países desenvolvidos, porém nos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, há um uso mais livre desses produtos.
Além disso, nos países em desenvolvimento é mais comum a aplicação dos agrotóxicos nas plantações sem a utilização de equipamentos de segurança adequados, expondo os agricultores a um risco ainda maior.
Para essas organizações, existe um grupo de agrotóxicos considerados altamente perigosos, que são os responsáveis por grande parte das intoxicações em pessoas.
Esses produtos poderiam ser substituídos por outros menos perigosos ou por técnicas de manejo integradas, que diminuiriam a dependência dos químicos. Segundo a Embrapa, essa técnica seria um conjunto de medidas para diminuir o uso de agrotóxicos, garantindo o equilíbrio das plantas com o monitoramento de pragas.
Para a ANVISA, novas práticas agrícolas deveriam ser adotadas, pois o modelo convencional da agricultura objetiva o lucro imediato, mas não considera os desgastes dos recursos naturais e humanos.
Segundo esta organização, a produção agroecológica pode ser uma alternativa promissora e para isso seria necessário um período de transição da produção convencional para esse outro modelo.
O Ministério da Saúde, em seu Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos, constatou que as vendas de agrotóxicos aumentaram 90,5% entre 2007 e 2013, enquanto a área plantada cresceu apenas 19,5%, ou seja, um crescimento desproporcional que sugere uma maior exposição da população brasileira à contaminação.
Nessa pesquisa foi constatado também que o glifosato é o agrotóxico mais utilizado no Brasil. O glifosato foi classificado como provavelmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer.
O Instituto Nacional de Câncer – INCA se posicionou a favor de ações de enfrentamento aos agrotóxicos devido aos riscos que representam à saúde, especialmente relacionados ao seu potencial cancerígeno.
Segundo essa instituição, espera-se que a regulação e controle desses produtos seja fortalecida e que práticas alternativas agroecológicas sejam incentivadas para superar o modelo atual.
POSSÍVEIS SOLUÇÕES
Diante desse cenário, de alto consumo de agrotóxicos pelos brasileiros, quais seriam, afinal, as alternativas para a produção de alimentos? Sobre isso, as opiniões são divergentes.
Alguns especialistas afirmam que não seria possível manter a produtividade de alimentos sem a utilização de agrotóxicos, e é o que pensa Décio Luiz Gazzoni, engenheiro agrônomo da Embrapa. Segundo ele, no entanto, é possível diminuir a quantidade desses produtos.
Já Rogério Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, afirma que existem alternativas biológicas, que são menos tóxicas, para combater as pragas. Segundo ele são cerca de 140 defensivos biológicos disponíveis no mercado.
SEGUNDO A ONU, A AGROECOLOGIA É O CAMINHO
Um dos modelos de produção adotados como alternativa hoje é a agroecologia, que tem como propósito desenvolver um estilo de agricultura mais sustentável, com uma perspectiva sistêmica da natureza.
A agroecologia não é uma novidade, é a maneira como os alimentos sempre foram produzidos até a Revolução Industrial, momento em que cresce a preocupação com a produtividade na agricultura.
Nesse modelo de produção, o uso de fertilizantes químicos é reduzido ou eliminado a partir da adoção de algumas espécies de plantas na produção, respeitando à biodiversidade e a rotação de culturas.
Dessa maneira, o solo, não perde os nutrientes necessários para continuar produzindo alimentos e, portanto, reduz a necessidade da aplicação de produtos químicos.
Além de ser ambientalmente mais sustentável, segundo um relatório da ONU, a agroecologia é socialmente mais justa, pois permite que pequenos agricultores produzam alimentos com um método menos caro que o industrial.
Mas para que esse modelo se concretize, esse relatório recomenda aos governos que sejam elaboradas políticas públicas para incentivar e permitir que a produção agroecológica possa, de fato, ser uma alternativa.
O QUE É O PROJETO DE LEI 6.299/2002?
O Projeto de Lei 6.299/2002 conhecido por PL do Veneno, foi aprovado em comissão e vai para votação no plenário da Câmara dos Deputados. Esse projeto de lei busca flexibilizar a utilização dos agrotóxicos no país, tornando proibidas apenas as substâncias que apresentem “riscos inaceitáveis”.
Além disso, esse projeto propõe a mudança do nome “agrotóxico” para “fitossanitário”, o que segundo a pesquisadora Aline Gurgel da Fundação Oswaldo Cruz, tem o intuito de ocultar da população que esses produtos são tóxicos.
Com o argumento de que essas mudanças podem trazer riscos à saúde e à natureza, como a contaminação e o empobrecimento do solo e o desenvolvimento de doenças, as seguintes instituições já se declararam contrárias a esse projeto: ANVISA, Fundação Oswaldo Cruz, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (Ministério da Saúde), Ibama, Instituto Nacional do Câncer, Ministério Público e ONU.
Fonte:

Tire suas dúvidas sobre transgênicos e agrotóxicos

Maior consumidor de defensivos agrícolas do mundo, o Brasil também é o segundo país em área plantada de produtos geneticamente modificados
Em 2050, a população mundial será de 9,6 bilhões de habitantes, de acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). Embora o crescimento demográfico ocorra em ritmo menor em relação ao registrado nas décadas passadas, o planeta vai contar com mais 2,4 milhões de habitantes até lá. Como não restam muitas fronteiras agrícolas, ou seja, novas terras que podem ser usadas para o plantio, como lidar com a necessidade de aumentar a produção de alimentos?
Diante dessa questão, a biotecnologia – ramo da ciência que aplica os conceitos da engenharia genética na geração de novos produtos – apresenta duas alternativas para aumentar a produtividade agrícola: o uso de sementes transgênicas e de agrotóxicos. Mas a utilização desses recursos causa polêmica em virtude de eventuais riscos para o meio ambiente e a saúde humana.
Transgênicos
Transgênicos são Organismos Geneticamente Modificados (OGM), ou seja, que sofreram uma alteração em seu DNA por meio da engenharia genética (com a inserção de genes de uma espécie em outra) para ter uma característica que não possuíam antes. O principal objetivo seria o desenvolvimento de plantas mais resistentes a pragas e a insetos e o consequente aumento da produção agrícola.
As culturas transgênicas, principalmente de soja, milho e algodão, aumentam em todo o mundo. Já são transgênicos 80% da soja e 30% do milho plantados no planeta. O Brasil é o segundo maior plantador mundial de sementes transgênicas, atrás apenas dos EUA.
Os críticos argumentam que a transferência de genes de uma espécie a outra pode provocar a contaminação dos ecossistemas e comprometer a biodiversidade. Um dos maiores receios é que, numa plantação, sementes modificadas sejam levadas pelo vento ou pela chuva para áreas de espécies silvestres, afetando as plantas nativas ou a saúde de animais e, daí, desequilibrando todo o ecossistema. Além disso, não se conhecem todos os efeitos colaterais dos transgênicos sobre os organismos animais e humanos.
No Brasil, desde 2003, uma lei federal obriga que os produtos que levam matéria-prima transgênica, como óleo de soja, fubá e derivados, tragam no rótulo um “T” preto sobre um triângulo amarelo. No entanto, em abril de 2015, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que dispensa a obrigatoriedade do símbolo nos rótulos dos alimentos. O projeto ainda depende de aprovação no Senado. 

Agrotóxicos
O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos – os produtos (inseticidas, fungicidas e herbicidas) utilizados na agricultura para controlar insetos, doenças (causadas por fungos, por exemplo) ou plantas daninhas que causam prejuízos às culturas.
Os agricultores justificam o uso dos agrotóxicos como indispensáveis para a produção em larga escala. Mas entre os pesticidas utilizados no país estão alguns potencialmente cancerígenos e que já foram proibidos em diversos países e na União Europeia, como o glisofato. Segundo análise por amostragem de alimentos da cesta básica, realizada pela própria Anvisa na cidade de São Paulo, em 2014, quase um terço deles tinha agrotóxicos proibidos ou em quantidade acima da permitida por lei. Entre os danos à saúdo associados ao consumo de alimentos com agrotóxicos estão câncer, infertilidade, impotência, abortos, malformações fetais, desregulação hormonal e efeitos sobre o sistema imunológico.
Fonte:
https://guiadoestudante.abril.com.br/blog/atualidades-vestibular/tire-suas-duvidas-sobre-transgenicos-e-agrotoxicos/

REFLEXÃO

Faça um comparativo sobre as vantagens e desvantagens do uso de agrotóxicos e outras opções como a agroecologia.